BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS »

17 de novembro de 2009

Palavras.....


O carro avariou. Um dia cheio de reuniões. Precisei da tua boa vontade. No fim do dia, levaste-me a casa. No caminho falamos de trabalho, de conspirações, de feitios, de vidas.... Sem dúvida um caminho curto mas tantos temas. Estacionaste a minha porta, desligaste o carro e enquanto fumavas mais um cigarro fomos continuando a falar. Tu falaste das tuas experiências e eu das minhas. Tu falaste das tuas relações e eu das minhas. Tu falaste da minha maneira de ver o mundo e disse-te o que pensava de ti...
Imbuídos das palavras, continuaste a fumar e a conversa a desenrolar. Por breves momentos, interrompias a conversa para comentar os carros que iam estacionando e as miúdas que, por vezes, saiam dele. Olhava-te com recriminação e dizia: homens.... Mas logo encadeavas o fio da conversa sem ligar as minhas divagações. As horas foram passando e quando demos conta já estavamos ali estacionados há mais de duas horas. A noite tinha de continuar e só tinhamos duas soluções: ou entravamos os dois ou deixava-te seguir o teu rumo.... Continuamos a usar milhentas palavras para decidir e eis que decidimos que cada um segue o seu rumo....

"Trocamos as palavras mais escondidas e só a noite arranca sem doer.Seremos cúmplices o resto da vida ou talvez só até amanhecer...."
Love is a fast food

6 de novembro de 2009

Nok Nok...


Nok…Nok…

Eram já duas da manhã, mas aquele ruído cortou o silêncio dessa noite chuvosa.

Estava de viagem para casa depois de um dia de trabalho rematado com palestras académicas.

O som ligou-me de novo ao mundo. Tinha acabado de entrar uma mensagem. Li…e um frenesim de sensações desassossegaram-me aquela madrugada.

Fui arrebatada pela provocação “desejo-te”. Senti o meu corpo trémulo e tive vontade de fazer uma inversão de marcha e correr para esse lume.

Sabias perfeitamente como me provocares. Como por magia todas as ilusões e desejos foram acordados. E mais um Nok…Nok….

“sinto que o teu calor me deseja”

Pedias-me para correr para o teu colo. Lembrei-me das tuas mãos fortes e firmes e desejei senti-las envolver a minha cintura. Perdi-me em plenos de pensamentos voluptuosos ardentes de desejo. Queria as tuas coxas junto às minhas.

Inverti a marcha e acelerei para ti. O meu pensamento encheu-se de paixão e nada mais fazia sentido. Nem a chuva, nem a obrigação de voltar para casa.

Levada pelo desejo de sentir o teu poder, corri.

Esperavas-me com uma flute de champanhe e a nossa madrugada perdeu-se num tempo de paixões.

Love is a fast food

24 de outubro de 2009

Uma cama de ferro.....


Uma noite que prometia ser louca. Prometia ser de loucura atras de loucura.... Depois de um jantar glamouroso e fantastico. A mistura do alcool e da hormonas, fizeram com que nos entrelaçassemos. Enrolamos, enrolamos, enrolamos, e decidimos saltar para o quarto....Os movimentos foram aquecendo.... Tu decidiste aplicar um creme que prolonga o orgasmo, e eu comecei a arder de desejo. Pedia-te com fervor: nao pares, nao pares e entra dentro de mim. Nesse preciso momento a força do desejo misturada com a força animica dos corpos, fez com que a cama de ferro, onde adorava prender-te com algemas, se racha-se a meio.
Tu aflito dizias: Temos de compor a cama e eu ardendo dizia: puxa o colchao para lado porque....


Love is a fast food

21 de outubro de 2009

Chuvas de Outono


As primeiras chuvas são sempre as mais complicadas.

Ainda estamos habituados à levezas das vestes de verão. Ainda não temos o verdadeiro apelo pelas camisolas da lã e o chocolate quente a meia do dia.

São as chuvas mornas do Outono que de forma matreira pintalgam o céus de mil cores.

Eram já 16h havia ficado perdida na estética de uma escultura na loja da Maria. Bem na baixa do Porto num dos mais emblemáticos e românticos edifício da cidade. O tempo voara naquela tare cinzenta de finais de Outubro. Do vidro da galeria via a ameaça de chuva. Tinha de me ir embora. Coloquei o xaile sobre a cabeça, peguei na minha nova escultura e sai.

Mas mal sai logo o tempo me atraiçoou. Começara a chover vivamente. De mãos ocupadas pouco podia fazer por mim se não correr para o estacionamento. Corria por de baixo daquela chuva fugindo dos transeuntes. Corria junto dos edifícios abrigando-me como podia. Ainda faltava um quarteirão para o estacionamento e a chuva não abrandava nem um pouco.

Sem me dar conta choquei contra uma pessoa. Caiu-me tudo o que transportava ao chão. E num só tempo baixei-me. Olhei em frente e fiquei estarrecida.

Mas nada mais sentia. Apenas aqueles olhos verdes fixados nos meus. Até que fui acordada por uma voz rouca e quente que me interpelava “ Está bem?”.

Estou bem? ... Não sei.

Estou completamente molhada.

Senti então a força dele que me auxiliava a levantar “ vamos sair daqui estamos ambos molhados”… “ o meu ateliê é nas águas furtadas deste prédio”

Segui de forma hipnótica a sugestão.

As suas mãos suaves e firmes guiaram -me até ao ateliê.

Das mãos retirou-me a carteira e o xaile da cabeça é “melhor secar-se”, pegou numa toalha e fê-la deslizar docemente sob os meus cabelos. Estava plenamente hipnotizada pelos seus olhos verdes e deixei-me levar pelos sue movimentos.

Ainda hoje não sei o seu nome.

Era escultor e como escultor me secou e moldou o meu corpo à arte dos afectos.

E na memória me esculpiu um cálido fim de tarde de Outono numas águas furtadas da cidade do Porto.

Love is a fast food

26 de setembro de 2009

Saida de emergencia....


Love is a fast food em qualquer parte do país ou do mundo. Love is a fast food na cama, na praia, na sala, no cinema ou mesmo na estrada. Love is a fast food.... mas será um desejo de momento? um desejo calórico? um desejo hormonal?
Independentemente do seu significado, ontem foi um desejo de momento. Estamos a chegar ao Outono mas o calor teima em ficar nos nossos corpos. Mesmo com o ar condicionado ligado, o calor de dois corpos dentro de um carro dilata todas as hormonas.... Com as tuas mãos foste subindo a saia e tornando dificil condução. Foste me dizendo palavras apetitosas ao ouvido, mordiscando o lobulo da orelha e bejihando o pescoço... deixando-me completamente arrepiada. Tu sabes que isso me deixa arrepiada... Aumenntaste em mim a vontade de parar o carro. Mas em plena tarde,levanta-se a questão: onde, como? Impossivel parar numa estaçao de serviço e num acto de loucura decidimos para o carro no cimo de uma saida de emergencia. Ai não aguentamos: despimo-nos, amamo-nos e no fim de libertarmos as energias... conduzimo-nos ate a proxima estação de serviço para beber uma agua...

Love is a fast food

7 de setembro de 2009

Salpicos na areia

O meu conceito de praia é distinto de muitos portugueses. Detesto ficar deitada ao sol o dia inteiro a torrar. Gosto de ter as minhas doses de sol a incidir no corpo. Num desses dias, deitada na praia com uns amigos, ouvia ao longe os amigos a falar…. Mas conversa estava estragada e não me apeteceu intervir. Estiquei ao máximo na toalha enquanto apreciava o calor do sol e ouvi o telemóvel tocar. Era o toque tipo de sms…. Abri a tampa e era uma mensagem escrita de um amigo de longa data que só se lembrava de mim quando virava “lobo”. Não resisti a gargalhar com a sua mensagem pois queria saber onde estava e se estava bem. Depois de um curto espaço de tempo a trocar sms banais , pede-me que lhe envie uma foto minha de biquíni… Resisti! Ele co-argumentou que naquele dia se sentia um lobo esfomeado, todo o seu corpo ardia e precisava urgentemente de afogar essa ardência. Aconselhei-o a tomar chá ou mesmo até a tomar um banho de água fria. Mas o lobo era tramado e insistia por sms e com o envio de fotos suas. As fotos, essas, deixavam-me coradas só de olhar… quanto mais imaginar entrar num jogo de histórias por sms… Decidi tornar a conversa mais excitante, bastou comentar para a toalha ao lado: olha a foto que me mandaram…. Quando dei por mim a minha volta estava reunido o meu grupo de amigas que foi comigo até a praia naquele dia. Decidimos dar-lhe baile e alimentar aquela vontade de comer….. A troca de sms aqueceu… ele aqueceu e o sol aquecia-me o corpo a mim. Apesar de a brincadeira se ter estendido a mais duas amigas a verdade é que as palavras dele me aqueciam a mim…. E para alem das mensagens as fotos continuam e o pedido de fotos minhas também… ao fim de vinte minutos de calor, mandei-lhe uma foto das três em biquini…. A resposta dele aumentou-me o desejo: De todas tu és a luxuria a cintilar nos cravos de Abril e seria pecado não sucumbir ao teu sex-appeal…..O meu corpo electrizou, aqueceu…. Levantei-me da toalha e corri a beira da agua com os cabelos a esvoaçar ao vento e com os salpicos da agua a tocar-me no corpo. Em cada salpico senti aquele lobo esfomeado e só me apetecia gritar eu sou uma loba malvada…….

Love is a fast food


25 de agosto de 2009

Fonte de vida

Tinha tido um dia super cansativo. Há três dias atrás, o meu pai havia tido um enfarte e estava prostado na cama do hospital. Tinham sido três dias de inferno. Correrias acima e abaixo entre consultas e opinioes médicas para obter o resutado mais aceitável e digno para aquele que é o homem mais importante da minha vida. Era meia-noite e estava exausta. Precisava de um ombro amigo para falar. Sentia o corpo preguiçoso de tão cansado estar. Lembrei-me do meu amigo Francisco, aquele que esta la sempre quando é necessário. Tem sempre a porta aberta e uma vontade imensa de me fazer sorrir. Nem de proposito a mulher e os filhos tinham ido de férias para casa dos pais. Estava um calor de morrer.
Abriu-me a porta de casa, cheirou-me a terra molhada pois ainda sentia o cheiro do jardim molhado da rega da meia-noite. Trocamos uns olhares. Nem falamos. Sussurou-me enquanto me cumprimentava: Sei o que precisas. Vai ate a piscina e descontrai. Trouxe-me um copo de uísque e voltou para dentro. Mimava-me ao piano com um daquelas músicas que me relaxavam. Foi bebendo gole a gole e descontraindo na espreguiçadeira. Fui bebendo gole a gole e deixando para trás cada segundo extenuante dos ultimos três dias. E a cada problema deixado uma sensação de leveza.Fui tirando a roupa.... Coloquei-me a vontade e entrei na piscina ao som da melodia daquele piano que lentamente se silenciava. Deixando de ouvir melodia de Chopin, apenas passei a ouvir e a sentir a melodia da água da piscina. Completamente nus fomos dançando de forma envolvente o hino de uma noite calma de Verão no fim de um dia cansativo. Rolamos naquela agua quente e deixamos confundir-nos com o elemento natural da nossa existência. Por momentos eramos um. Nessa altura perguntou-me: Ta tudo bem contigo? Ao que respondi: Agora esta. Ja me posso ir embora. Esta é a fonte da minha energia

Love is a fast food