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26 de setembro de 2009

Saida de emergencia....


Love is a fast food em qualquer parte do país ou do mundo. Love is a fast food na cama, na praia, na sala, no cinema ou mesmo na estrada. Love is a fast food.... mas será um desejo de momento? um desejo calórico? um desejo hormonal?
Independentemente do seu significado, ontem foi um desejo de momento. Estamos a chegar ao Outono mas o calor teima em ficar nos nossos corpos. Mesmo com o ar condicionado ligado, o calor de dois corpos dentro de um carro dilata todas as hormonas.... Com as tuas mãos foste subindo a saia e tornando dificil condução. Foste me dizendo palavras apetitosas ao ouvido, mordiscando o lobulo da orelha e bejihando o pescoço... deixando-me completamente arrepiada. Tu sabes que isso me deixa arrepiada... Aumenntaste em mim a vontade de parar o carro. Mas em plena tarde,levanta-se a questão: onde, como? Impossivel parar numa estaçao de serviço e num acto de loucura decidimos para o carro no cimo de uma saida de emergencia. Ai não aguentamos: despimo-nos, amamo-nos e no fim de libertarmos as energias... conduzimo-nos ate a proxima estação de serviço para beber uma agua...

Love is a fast food

7 de setembro de 2009

Salpicos na areia

O meu conceito de praia é distinto de muitos portugueses. Detesto ficar deitada ao sol o dia inteiro a torrar. Gosto de ter as minhas doses de sol a incidir no corpo. Num desses dias, deitada na praia com uns amigos, ouvia ao longe os amigos a falar…. Mas conversa estava estragada e não me apeteceu intervir. Estiquei ao máximo na toalha enquanto apreciava o calor do sol e ouvi o telemóvel tocar. Era o toque tipo de sms…. Abri a tampa e era uma mensagem escrita de um amigo de longa data que só se lembrava de mim quando virava “lobo”. Não resisti a gargalhar com a sua mensagem pois queria saber onde estava e se estava bem. Depois de um curto espaço de tempo a trocar sms banais , pede-me que lhe envie uma foto minha de biquíni… Resisti! Ele co-argumentou que naquele dia se sentia um lobo esfomeado, todo o seu corpo ardia e precisava urgentemente de afogar essa ardência. Aconselhei-o a tomar chá ou mesmo até a tomar um banho de água fria. Mas o lobo era tramado e insistia por sms e com o envio de fotos suas. As fotos, essas, deixavam-me coradas só de olhar… quanto mais imaginar entrar num jogo de histórias por sms… Decidi tornar a conversa mais excitante, bastou comentar para a toalha ao lado: olha a foto que me mandaram…. Quando dei por mim a minha volta estava reunido o meu grupo de amigas que foi comigo até a praia naquele dia. Decidimos dar-lhe baile e alimentar aquela vontade de comer….. A troca de sms aqueceu… ele aqueceu e o sol aquecia-me o corpo a mim. Apesar de a brincadeira se ter estendido a mais duas amigas a verdade é que as palavras dele me aqueciam a mim…. E para alem das mensagens as fotos continuam e o pedido de fotos minhas também… ao fim de vinte minutos de calor, mandei-lhe uma foto das três em biquini…. A resposta dele aumentou-me o desejo: De todas tu és a luxuria a cintilar nos cravos de Abril e seria pecado não sucumbir ao teu sex-appeal…..O meu corpo electrizou, aqueceu…. Levantei-me da toalha e corri a beira da agua com os cabelos a esvoaçar ao vento e com os salpicos da agua a tocar-me no corpo. Em cada salpico senti aquele lobo esfomeado e só me apetecia gritar eu sou uma loba malvada…….

Love is a fast food


25 de agosto de 2009

Fonte de vida

Tinha tido um dia super cansativo. Há três dias atrás, o meu pai havia tido um enfarte e estava prostado na cama do hospital. Tinham sido três dias de inferno. Correrias acima e abaixo entre consultas e opinioes médicas para obter o resutado mais aceitável e digno para aquele que é o homem mais importante da minha vida. Era meia-noite e estava exausta. Precisava de um ombro amigo para falar. Sentia o corpo preguiçoso de tão cansado estar. Lembrei-me do meu amigo Francisco, aquele que esta la sempre quando é necessário. Tem sempre a porta aberta e uma vontade imensa de me fazer sorrir. Nem de proposito a mulher e os filhos tinham ido de férias para casa dos pais. Estava um calor de morrer.
Abriu-me a porta de casa, cheirou-me a terra molhada pois ainda sentia o cheiro do jardim molhado da rega da meia-noite. Trocamos uns olhares. Nem falamos. Sussurou-me enquanto me cumprimentava: Sei o que precisas. Vai ate a piscina e descontrai. Trouxe-me um copo de uísque e voltou para dentro. Mimava-me ao piano com um daquelas músicas que me relaxavam. Foi bebendo gole a gole e descontraindo na espreguiçadeira. Fui bebendo gole a gole e deixando para trás cada segundo extenuante dos ultimos três dias. E a cada problema deixado uma sensação de leveza.Fui tirando a roupa.... Coloquei-me a vontade e entrei na piscina ao som da melodia daquele piano que lentamente se silenciava. Deixando de ouvir melodia de Chopin, apenas passei a ouvir e a sentir a melodia da água da piscina. Completamente nus fomos dançando de forma envolvente o hino de uma noite calma de Verão no fim de um dia cansativo. Rolamos naquela agua quente e deixamos confundir-nos com o elemento natural da nossa existência. Por momentos eramos um. Nessa altura perguntou-me: Ta tudo bem contigo? Ao que respondi: Agora esta. Ja me posso ir embora. Esta é a fonte da minha energia

Love is a fast food

24 de agosto de 2009

Besame mucho.....

Continuaste a assediar-me com a ida a Buenos Aires. Todos os dias me enviavas por e-mail, correio ou mesmo através de um estafeta música latina, fotografias de Buenos Aires ou até inscrições para aulas de tango. Porém um dia o convite foi mais aliciante, enviaste-me uma passagem para dois para Buenos Aires. Quando abri o envelope oscilei num passo de bolero e pensei: uns dias de boleros, tangos e momentos tórridos.
No dia marcado, a hora marcada, encontramo-nos no aeroporto. Deste um beijo na face enquanto me apalpavas discretamente o corpo. Sorri mas com um sorriso maroto. Depois de todos os procedimentos, instalamo-nos no avião. O avião levantou voo e a minha imaginação também. Já me estava a imaginar com o meu vestido vermelho contigo a dançar por terras argentinas. Durante a viagem fomos falando, dormitando mas as horas pareciam demorar a passsar....Estava a ficar impaciente e tu dormias. Comecei a olhar a minha volta e observei um rapaz. Cruzamos olhares várias vezes. Deviamos ser os unicos acordados no avião. A maioria da tripulação dormia. Mas aquele chico, como decidi chamar-lhe, mostrava nos olhos a mesma ansiedade que eu. O seus traços mostravam-me que não era portugues e uma observação mais cuidada deu para perceber que lia um livro escrito em espanhol. Não resisti a continuar a olhar para ele. Fixamos os olhos um no outro imenso tempo. Até que acordaste e me cortaste o campo de visão. Acordaste cheio de energia e num acto de loucura começaste a beijar-me. Completamente apanhada desprevenida, surdinaste-me ao ouvido: até onde vamos? esta tudo a dormir.. Mas eu sabia que o chico esta acordado. Enquanto me ias beijando o pescoço reparei que ele continuava a olhar pra mim.... Num momento inesperado de loucura acenei-lhe e convidei-o a juntar-se a nós...Quando dei por mim esta envolvida numa relação a três nos bancos de um avião. A media luz sentia as mãos deles a percorrerem-me o corpo e a desejarem com imensa loucura. Mais os dois homens surdinavam-me ao ouvido de forma desperada e excitada, como se de uma competição se tratasse: besame, besame mucho como si fuera esta noche la ultima vez....

Love is a fast food....

10 de agosto de 2009

Quizas, Quizas, Quizas…….


Siempre que me preguntas: Que, Cuando, como y donde? yo siempre te respondo: Quizas, Quizas, Quizas….. Y así pasan los dias, Y tu, desesperando, Y yo, yo contestando: Quizás, quizás, quizás. Estás perdiendo el tiempo pensando, pensando…. Por lo que más tú quieras: Quizas, Quizas….

Sempre que me ligas é esta a música do nosso diálogo. Insistes. Insistes. Insistes. Eu digo-te sempre quizas, quizas, quizas….Mas ontem foste mais rápido que a minha resposta… O telemóvel tocou. Olhei para o visor e resisti a atender… Tornou a tocar. Atirei com o telemóvel para debaixo da almofada. Não me apetecia estragar o serão. Deitada no sofá, acompanhada por um copo de vinho, um bom livro e um fundo musical leve como o meu vestido preto…..O telemóvel sossegou mas o serão foi estragado pela campainha. Deslizei descalça em direcção à porta. Olhei pelo visor e vi que eras tu… Tentei ignorar-te mas tu insistias. Abri a porta e sorri. Mas tu estavas estranho: vestido de fato preto com uma rosa na boca e com um cd na mão. Nem me cumprimentaste. Correste para a sala, bebeste um gole do meu copo de vinho, mudaste a música, tiraste o casaco e num ápice agarraste-me para um passo de dança… Fiquei inerte perante tal atitude. Mas rapidamente dei uma gargalhada… A musica que envolvia a sala era o nosso dialogo: Quizas, quizas…. Embalada pelo som do bolero dancei a volta da sala e deixei-me absorver pelo espírito latino que transpirava da tua pele. Porém antes do bolero chegar ao fim não resististe a roubar-me um beijo. E quando dei por mim entre boleros e tangos os nossos corpos dançaram em cima do sofá e incorpados por um belo vinho…..Agora quando me ligas já não te respondo quizas quizas mas antes…. Quando me levas a Buenos Aires?


Love is a fast food…..

19 de julho de 2009

Café amargo

Encontrava-me no meio do transito num arranca e para infernal. Eram seis da tarde e a baixa do Porto parecia mais povoada do que nunca. Estava a desesperar. Precisava de um café com urgencia. Num movimento impensado, coloquei a mão no retrovisor para o orientar de forma a visualizar os carros que me seguiam na traseira. Eis que reparo no carro de trás. Seguia um homem com traços italianos.Olhando para o retrovisor fui-me deliciando com aquele rosto quadrado, moreno e de barba mal feita mas os seus óculos espelhados impediam-me de ver a cor dos seus olhos. Teimosamente os meus olhos focavam com persistencia o ocupante do carro. O meu pensamento vadio foi-me traindo vagamente.Comecei a imaginar que aquele Apolo saido do Ateneu podia agarrar-me e beijar-me apaixonadamente deixando-me sem respiração. Volto a olhar pelo retrovisor.Mas de repente com um ar maroto, reparo que este havia puxado os oculos para a ponta do nariz. Aí pude ver os seus olhos pretos. Sera que se deixou envolver na minha fantasia? Mas num flash puxou os oculos para cima e os seus lábios esboçavam um riso de gozo. Desviei o olhar tentando demonstrar que nada me interesava mas reparo que o condutor de trás me fez um sinal de luzes como que chamando por mim. Agora olho pelo retrovisor lateral e reparo que estava a agitar a cabeça como se estivesse a brincar comigo. Colocava-a fora do vidro e puxava os oculos para cima e para baixco. Eu ria-me. Volta a dar sinais de luzes e gesticulava algo que não entendia. Parecia que me estava a pedir o numero de telefone. Olhava para o retrovisor e não entendia. Decidi colocar a cabeça de fora para entender. Queria apenas tomar um café. Num gesto anui ao pedido. Continuou a gesticular para me avisar que me ia ultrapassar e para o seguir. Aqueles momentos foram agitando todo o meu pensamento. Senti a respiração a acelarar, o corpo estremecer e o pensamento a vadiar em mil e uma histórias de amor escaldante.Já na minha frente o automobilista foi-me guiando pelo caminho e como que hipnotizada fui-me deixando levar. Por momentos receie que aquela loucura me puderia levar a algum ermo do qual dificilmente sairia mas em simultaneo aquele rosto quadrado cheirava-me a macho e eu como fera indomanvel sentia o apelo animal naquele momento desconhecido. Confusa fui deixando que o meu corpo tomasse conta da minha razão e deixei que aquele estranho me conduzisse ate onde desejasse.Finalmente parou. os meus receios não foram justificados. Estava no parque de estacionamento do salão de chá da Boa Nova. Para um fim de tarde, de um dia de inverno, até não era mal pensado. O susto não foi o lugar mas sim a pessoa. De repente aquela figura máscula que me enfeitiçou no meio do transito apresentava-se como um pequeno pigmeu que de Apolo pouco tinha e o meu pensamento imediato que café tão amargo esse......

Love is a fast food....

1 de julho de 2009

Um trovão....

O dia acordou solarengo. Vesti o vestido mais leve que tinha no armário. Os raios de sol a incidir na minha pele, faziam-me sentir feliz. O dia iniciava-se com um sorriso.... Sim iniciava-se porque com o passar das horas o sol foi desaparecendo e o céu ficando escuro. Quando olhei para o relógio, os ponteiros marcavam 18h30... Já estava no fim do expediente e ainda tinha tantos e-mails para ler e tantas chamadas para retribuir.
O céu ia ficando cada vez mais escuro mas o ar estava abafado. O tempo começou a mexer comigo e com o meu estado de espirito. Criou em mim uma inquietude que me estremeceu quando começou a trovejar. Os trovões secos que caiam estremeciam todo o meu corpo. Deixando que toda a minha pele fica-se completamente arrepiada....
O escritorio estava vazio. Aproveitei para descalçar as sandálias e " assaltar" o frigorifico. O som dos trovões fez-me salivar por algo doce, gelado e de preferencia com chocolate. Abri a porta do frigorifico e saltou logo aos meus olhos uma caixa de magnuns de amêndoa.... Não resisti....
Tirei um e vim-me deliciar para a minha sala. Sentei-me na beira da janela a olhar para os raios e a deixar que o meu corpo se envolve-se com aquela força da natureza.....Cada dentada, cada trovão... a pele sensivel a todo este ambiente.
Eis senao quando sinto uma mão nas minhas costas, no meu ombro... Era uma mão quente, grande e que apertava o ombro com suavidade... Estava tão envolvida com as forças da natureza que não ouvi a porta bater... Um colega de escritório que tinha voltado depois de um dia longo de diligencias numa terreola no interior do país. Apanhou-me completamente de surpresa e com a sensibilidade a flor da pele... Ele trazia a camisa colada ao corpo deixando transparecer os abdominais firmes e bem definidos. A entrada dele fez-me descer da janela e sentar-me na cadeira timidamente....Mas a pele continuava arrepiada e sensivel....Depois da conversa banal e rotineira sobre o dia de trabalho, eis que surge um elogio ao meu vestido. Habituado sempre a ver-me de fato nao resitiu a comentar o meu espirito livre.... Enquanto pedia desculpa pelo elogio, os seus olhos mostravam que queria mais, as suas mãos transpiravam e tentava-me explicar o porque de ter arriscado semelhante elogio.....
Imbuida desta trovoada seca, deixei-o de o ouvir. Somente ouvia os trovões secos que me estremeciam o corpo. E nesse impeto, saltei da cadeira, encostei-o a estante dos livros e comecei a despi-lo a uma velocidade tremenda..... Os olhos dele estavam completamente esgazeados...Não fez resistência e anuiu ao meu impeto.... Enconstados contra livros, capas e folhas, envolvemo-nos de forma fugaz e dilacerante como um raio. A trovoada fazia quer ir mais e mais e mais.... até que em simbiose com a trovoada o orgasmo surgiu. Foi bom!!!!
Depois deste acto, olhei pra ele e sorri. Arranjei-me, peguei na carteira, peguei no gelado deixado a meio e sai dizendo um até amanha super sorridente... Ele continuo abismado e encostado a parede....
Ao entrar no carro a trovoada parou e apareceu um arco-iris.... e o radio tocava Somewhere over the rainbow...

Love is a fast food....